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© 2014 Clube da Mineração - Brasil

O RETORNO DA CONFIANÇA PARA A MINERAÇÃO MUNDIAL

Um forte indicador de que a confiança retornou ao setor de exploração mineral e indústria de mineração. Foi assim que Glenn Mullan, presidente da PDAC (Prospector and Developers Association of Canada) considerou a cifra do total de visitantes da convenção PDAC 2017.

 

Mais de 24 mil investidores, analistas, executivos de empresas de mineração, prospectores, geólogos, representantes de governo e estudantes lotaram as dependências do Metro Toronto Convention Center, em Toronto, Ontário, para participar do evento, realizado de 5 a 8 de março. "A exploração mineral e a indústria de mineração são por natureza cíclicas e enfrentaram 26 uma série de desafios ao longo dos últimos anos, mas o otimismo sempre se manteve e fantástico ver que isto está se refletindo na convenção PDAC", disse Glenn Mullan, salientando que foram vendidos todos os espaços de exposição, os encontros de investidores, os cursos de curta duração, o Mineral Outlook Luncheon e o Awards Gala. Ou seja, todos os eventos. "Isto é um sinal positivo de que o setor está indo adiante", disse. Além disso, a PDAC, em parceria com o Fórum Econômico Mundial, abrigou o Encontro Internacional de Ministros de Minas pelo segundo ano, reunindo 25 ministros responsáveis pela mineração ao redor do mundo. O evento representa uma oportunidade para que a comunidade mineral global explore os desafios e oportunidades que afetam a indústria. Este ano o encontro teve como temas centrais inovação na indústria mineral e a agenda da inovação limpa. "A PDAC é vista como a voz da mineração e exploração mineral responsável, não apenas no Canadá, mas também no exterior. Precisamos continuar a construir fortes relações, tanto nacional quanto internacionalmente e a convenção PDAC é a melhor oportunidade para tornar essas conexões e mostrar a importância da indústria mineral para o desenvolvimento socioeconômico", disse o Diretor Executivo da entidade, Andrew Cheatle. Ele disse que espera ver um número de participantes ainda maior na convenção PDAC 2018, que se realizará de 4 a 7 de março de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A entidade também festejou o anúncio, feito pelo Ministro de Recursos Naturais do Canadá, Jim Carr, da renovação do Mineral Exploration Tax Credit (METC) por mais um ano, juntamente com a manutenção do sistema Flow-Through Share. A METC permite que contribuintes direcionem até 15% do imposto de renda devido para aplicação em ações de empresas que exerçam atividades de exploração de recursos naturais. "O sistema inovador canadense super flow through share viabiliza o sucesso da exploração mineral no Canadá e contribui para o desenvolvimento da indústria", disse o ministro. A iniciativa do governo foi aplaudida pelo presidente da PDAC, Glenn Mullan, o qual afirmou que a medida, juntamente com o continuado apoio governamental ao setor, torna o Canadá o "melhor lugar do mundo para se fazer exploração mineral". A renovação da METC e a manutenção do sistema Flow Through Share foram as recomendações chaves da PDAC para o orçamento federal de 2017. A METC, que expira no final de março, foi sucessivamente renovada pelo governo desde sua criação, já que se mostrou, segundo Mullan, um incentivo efetivo para estimular o investimento em exploração mineral na fase inicial. "Nosso setor está orgulhoso por criar oportunidades econômicas para os canadenses das grandes cidades, do campo, das áreas remotas e comunidades aborígenes. O anúncio da manutenção do sistema super flow through share ajudar as júniors canadenses a obter capital para financiar os projetos ao longo do território canadense", concluiu o presidente da PDAC.

 

Produtividade e licença social

 

Dois pontos altos da programação técnica foram a apresentação do CEO da Anglo American, Mark Cutifani, sobre os desafios atuais da indústria de mineração global, e do analista chefe da CRU, Paul Robinson, com previsões sobre o futuro do mercado. Para Cutifani, a produtividade e a licença social são hoje os principais desafios para a indústria mineral mundial. Segundo ele, a produtividade da mineração caiu cerca de 30% na última década, o que é grave, embora ressalvando que a empresa que dirige atuou na contramão dessa tendência, já que conseguiu aumentar sua produtividade em 41%, entregando 8% a mais de produtos com um terão a menos de ativos. Enquanto isso, os custos de produção de cobre caíram 31%. Para Cutifani, do ponto de vista produtivo simplesmente aumentar a escala não mais resolve. A indústria precisa inovar, mesmo porque está abaixo da curva em termos de inovação tecnológica. "É necessário um novo patamar tecnológico", salientou. Segundo ele, a indústria precisa investir no desenvolvimento de processos de separação a seco, combinando métodos inovadores de cominuição e separação a seco com processamento sem água. Também deve investir na disposição a seco de rejeitos, a fim de reduzir a perda de água, já que a mesma água pode ser consumida seguidamente. Da mesma forma, itens como análise avançada, robótica e automação crescente transformarão a indústria.

 

O dirigente da Anglo American alertou que, apesar da alta de preços de algumas commodities como minério de ferro, os preços para as grandes mineradoras ficaram apenas marginalmente acima dos custos. Ele também disse que ainda é cedo para apostar que a política econômica chinesa e a mudança de rumo na política americana contribuirão para a retomada do setor. E previu mais volatilidade de preços enquanto as superpotências ajustam suas políticas monetária, fiscal e de comércio. Finalizando, Cutifani disse que a licença social hoje é um imperativo para a indústria de mineração global. Paul Robinson, por sua vez, previu crescimento da demanda para algumas commodities minerais e aumentos moderados de preços em 2017. Segundo ele, a demanda por níquel aumentará 2,5%, a de minério de ferro mais 1,1%, a de alumínio mais 4,5%, a de zinco +6% e a de cobre +7%. Quanto aos preços, as projeções mais otimistas são para o cobalto (+60%), cobre (+7%), zinco (+6%) e alumínio (+2%). Em contrapartida, ele prevê que os preços do níquel cairão 10%, em 2017, enquanto os do minério de ferro terão um recuo de 9%. O analista fez recomendações para os interessados em investir nas junior companies, indicando com melhores perspectivas aquelas direcionadas exploração de ouro, cobre, zinco e cobalto.

 

Brasil tem participação marcante

 

Este ano, o Brasil teve uma de suas participações mais marcantes na convenção PDAC. Além de um estande abrigando várias empresas e instituições governamentais, e vários eventos organizados pela Adimb, desta vez o país contou com uma expressiva comitiva do governo, liderada pelo Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que foi a Toronto acompanhado de seus principais assessores: o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Vicente Lobo Cruz, o Diretor Geral do DNPM, Victor Hugo Bicca, e o Presidente da CPRM, Eduardo Ledsham. O Ministro participou ativamente de todos os eventos organizados pelo Brasil na convenção. Esteve em um jantar com empresários do setor, em que falou sobre as mudanças que pretendem tornar o país mais atrativo aos investimentos externos; participou de um café da manhã com a comitiva brasileira e convidados, realçando os pontos da política governamental; fez a inauguração do estande brasileiro e realizou reuniões com interessados em mais informações sobre o País; esteve na abertura dos negócios na TSX, a bolsa de valores de Toronto, onde há o maior número de empresas mineradoras com ações em pregão no mundo; e fez o fechamento das discussões no Brazilian Mining Day, seminário organizado pela Adimb em que empresas e representantes de governos puderam mostrar seus projetos e planos.

 

O evento atraiu o interesse de muitos participantes da convenção, já que cerca de 250 representantes de empresas e entidades - incluindo canadenses e brasileiros - lotaram as dependências de uma sala no North Building do Metro Toronto Convention Center para participar de dois painéis: o primeiro sobre os novos investimentos na indústria mineral brasileira pelo setor privado e o segundo a respeito do papel do governo na mineração brasileira. Coordenado pelo presidente da Adimb, Edson Ribeiro, o evento contou com apresentações do embaixador do Brasil no Canadá, Denis Fontes de Souza Pinto (quefez uma abordagem sobre as mudanças que estão ocorrendo no Brasil no campo econômico); do presidente da Anglo American no Brasil, Rubem Fernandes (que abordou o projeto Minas-Rio); de Edson Ribeiro (que apresentou o projeto S11D Eliezer Batista, substituindo seu colega Leonardo Neves, da Vale); de Rodrigo Martins, da AngloGold Ashanti (que fez uma explanação do sucesso da exploração na mina Cuiabá, no Quadrilátero Ferrífero); de Renato Costa, da CMOC International (sobre a importância do Brasil na estratégia de crescimento da empresa); de Ken Johnson, CEO da Lípari Mineração (que falou sobre o potencial do Brasil na produção de diamantes); de Tony Polglase, da Avanco (que abordou as condições favoráveis do Brasil para investimentos, citando como exemplo os projetos de cobre de sua empresa no Pará). Pelo lado governamental, falaram o diretor-geral do DNPM, Victor Hugo Bicca e o presidente da CPRM, Eduardo Ledsham (ambos abordaram a nova direção que o governo pretende dar para o setor mineral brasileiro), o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco (que abordou o desenvolvimento de políticas e oportunidades de negócio na área mineral em Minas Gerais), o representante da CBPM, Washington Rydz Santana (que falou sobre novas oportunidades para exploração mineral no estado da Bahia); e de Tasso Mendonça Filho, da SED/Goiás (abordando o desenvolvimento de políticas e oportunidades de negócios no estado de Goiás). Fechando o evento, o ministro Fernando Coelho Filho disse que volta ao Brasil, depois de sua participação no PDAC 2017, "animado com o que viu e ouviu" e otimista com as demonstrações do setor. Para ele, o evento foi "um ponto de inflexão da mineração brasileira". Coelho Filho disse que o governo, através do MME, quer ajudar o setor privado a remunerar seu capital e que espera ter boas notícias para os representantes da mineração (referindo-se às possibilidades de mudança na política governamental para o setor) ainda ao longo do ano de 2017.

 

Para o Diretor Executivo da Adimb, Onildo Marini, esta "foi a melhor participação brasileira no PDAC das que participei, desde 2004. Primeiro, pela participação do ministro, que foi com vontade, levou uma grande comitiva, participou de todos os eventos do Brasil realizados em Toronto, falou, entusiasmou, e isto contaminou a maioria dos participantes, porque mostrou que temos um ministro de minas como há muito tempo não se tinha. Volta a esperança de que, juntamente com o governo, se possa retomar a credibilidade do setor no exterior". Ele acrescenta que o clima para os negócios melhorou um pouco em relação aos anos anteriores, embora não tenha ouvido nada sobre grandes cifras. "Mas houve um renascimento".

 

O Brasil, segundo ele, também atraiu mais interesse este ano, atestado pela participação de estrangeiros nos eventos que foram realizados. Os fatores que contribuíram para isso foram, além da presença do ministro e comitiva, uma sólida programação, por exemplo, no seminário Brazilian Mining Day, que contou com apresentações de grandes players como como Vale, Anglo American, CMOC, mas também médias empresas como Lípari e Avanco. "Levamos o que tínhamos de melhor para mostrar em termos de sucesso concreto, não de perspectiva. Por exemplo, os empreendimentos Minas-Rio (da Anglo American), S11D Eliezer Batista (da Vale), Braúna (da Lípari), Antas (da Avanco), todas minas já funcionando. A Lípari é novidade, porque há anos procurávamos diamante primário no Brasil e não tínhamos conseguido. Agora pelo menos temos um. Isto abreperspectivas, embora o diamante não esteja muito bem no mercado. Isto também atraiu o público. A presença do governo federal, com uma nova mensagem, também deve ter atraído muita gente. O saldo foi positivo, porque marcou uma mudança", enfatizou.

Fonte/Creditos: 

Brasil Mineral Autor: Francisco Alves

Data: Edição Nº 369 – Março 2017

http://www.adimb.com.br/site/clipping.php

 

Por  ADIMB e Brasil Mineral Autor: Francisco Alves

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