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© 2014 Clube da Mineração - Brasil

COMMODITIES METÁLICAS AINDA TERÃO PREÇOS EM QUEDA EM 2016

São Paulo - A balança comercial brasileira será fortemente afetada neste ano pela queda das cotações das commodities metálicas, em especial o minério de ferro. Para 2016 a projeção de analistas ouvidos pelo DCI também é de retração.

 

"A demanda por commodities metálicas deve ficar estagnada no ano que vem, com viés para baixo, o que continuará pressionando os preços", afirma o economista da LCA Consultores, Wermeson França.

Para 2016 o consultor ainda prevê uma retração de 20% dos preços do minério de ferro em relação a este ano, para cerca de US$ 45 a tonelada. "Há alguns anos, ninguém imaginava esse recuo tão forte", destaca.

A consultoria projeta que, o minério de ferro - correspondente a cerca de 80% da produção mineral brasileira e até o ano passado responsável por quase 13% da balança comercial - deve encerrar 2015 com uma cotação média 42% menor do que em 2014.

Segundo França, a China, principal consumidora global do insumo, vem apresentando desaceleração há algum tempo e isso tem pesado nas cotações.

De acordo com o analista de mineração da Tendências Consultoria, Felipe Beraldi, o principal fator que derrubou as cotações foi a desaceleração da China. "Com isso, as perspectivas para commodities metálicas se deterioraram muito."

Em 2015, o minério de ferro deve ter uma queda de preço médio de 41%, para US$ 56,40 a tonelada, conforme estimativa preliminar da Tendências. Em 2016, a previsão é de retração acima de 12%, para aproximadamente US$ 45 a tonelada.

"O mercado não esperava que as cotações fossem recuar tanto", pondera Beraldi. Nesta semana, o minério de ferro bateu mínima de US$ 38 a tonelada, voltando aos patamares vistos antes de 2010.

França salienta que o enfraquecimento do mercado imobiliário e de infraestrutura na China impactou fortemente a demanda global. Ao mesmo tempo, as maiores mineradoras do mundo elevaram consideravelmente a capacidade de minério de baixo custo, na intenção de tirar do mercado a oferta de alto custo de produção.

"As majors apostavam que o baixo custo eliminaria capacidade, o que não ocorreu na velocidade que as empresas esperavam", observa.

Neste cenário de decréscimo dos preços, a anglo-australiana Rio Tinto reduziu em quase 17% o investimento previsto para 2016. A brasileira Vale também adotou a medida e deve reduzir seus aportes em torno de 24% no ano que vem. Além disso, a companhia revisou a projeção de produção de minério de ferro para 2016. A mineradora informou, no começo do mês, que o volume produzido deve atingir entre 340 milhões e 350 milhões de toneladas no período, ante projeção de 376 milhões feita em dezembro do ano passado.

"As empresas se prepararam, há alguns anos, para um 2015 ainda robusto, mas isso não ocorreu principalmente devido ao efeito China. Agora, estamos vendo redução generalizada dos investimentos", pondera França.

Já a britânica Anglo American anunciou na terça-feira (8) que vai diminuir em 60% o seu portfólio global de ativos e em 62% o quadro de funcionários ao redor do mundo nos próximos anos, para aproximadamente 50 mil.

"A gravidade da deterioração dos preços das commodities requer medidas mais audaciosas", afirmou o CEO do conglomerado, Mark Cutifani, em comunicado. A decisão impacta o Brasil justamente porque o maior projeto de minério de ferro da companhia está no País, o Minas-Rio.

Beraldi acrescenta que a China tem fechado siderúrgicas, o que também pressiona o mercado de minério de ferro. "A demanda do país asiático continuará enfraquecida", pontua.  O analista acredita que somente no final de 2016 os preços entre US$ 30 e US$ 40 a tonelada devem começar a surtir algum efeito positivo para as cotações da commodity. "Com o fechamento das minas de alto custo, pode haver algum espaço para recuperação das margens", avalia.

Ele acrescenta que o caso do acidente com a barragem de rejeitos da Samarco pode trazer certo impacto para os preços do minério de ferro.

"Segundo estimativas do mercado, os estoques da mineradora devem acabar em dezembro deste ano, podendo trazer algum alívio de preços, mas nada muito significativo", ressalta. No ano que vem, a entrada de capacidade prevista pelas majors Rio Tinto, BHP Billiton e Vale prometem trazer um fardo adicional às cotações. "Até 2020, é muito difícil que os preços do insumo retornem aos patamares superiores a US$ 80 a tonelada", prevê o analista da Tendências.

Ele pondera ainda que a perspectiva de aumento dos juros nos EUA pode deteriorar ainda mais os preços das commodities em geral. "Só essa expectativa já derrubou as cotações nessa semana", observa Felipe Beraldi.

Analistas dizem que as empresas que possuem minério de maior teor de ferro contido, como é o caso da Vale em Carajás (que pode chegar a 65%) e a Rio Tinto com o chamado Pilbara Blend, forte referência do mercado global, podem conseguir prêmios que aliviam a pressão sobre os preços. O minério de referência é o 62% de ferro contido.

A reserva de alto valor é crucial principalmente no caso da Vale que, apesar de deter a vantagem do minério 65% de Carajás, precisa arcar com custos de frete da ordem de US$ 18 a tonelada para a China, segundo informou a companhia em último balanço. As rivais Rio Tinto e BHP são favorecidas na medida em que estão próximas ao maior mercado consumidor do mundo, a China.

 

Alumínio e cobre

 

O analista da Tendências comenta que o quadro de demanda por commodities metálicas piorou consideravelmente. "Desde outubro do ano passado, notamos a queda acentuada das cotações", diz Beraldi.

Um dos insumos que teve contração acentuada é o cobre, que deve apresentar uma queda média dos preços, em 2016, de 10% em relação a este ano, para US$ 4.900 a tonelada.

O alumínio primário, conta Beraldi, sofre de problema similar ao do minério de ferro. "A China está elevando consideravelmente a capacidade de produção de baixo custo do insumo para tirar do mercado os produtores marginais, mas a medida não tem surtido efeito."

Neste ano, a China elevou em 18% a oferta de alumínio primário. Para 2016, a projeção da LCA é de queda do preço médio de 6%, para US$ 1.500 a tonelada.

 

Juliana Estigarríbia

 

 

Fonte/créditos

DCI

http://www.dci.com.br/em-destaque/commodities-metalicas-ainda-terao-precos-em-queda-em-2016--id515401.html

 

 

Por       CDCI - Diário Comércio, Indústria e Serviços - Juliana Estigarríbia

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