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© 2014 Clube da Mineração - Brasil

O DIAMANTE LATINO-AMERICANO VIRÁ DA BAHIA

17.10.2014

Projeto conduzido pela Lipari Mineração, em Nordestina (BA), deve ter capacidade plena de produção a partir de 2016.

 

   A primeira mina de diamantes da América Latina desenvolvida em rocha kimberlítica, a céu aberto, com uma profundidade de 250 m, diâmetro de 340 m e que terá sua lavra em cava por meio de bancadas em espiral, já tem data para sair do papel. "Esperamos que a Licença de Instalação (LI) seja concedida até o fim deste mês de setembro", relata Aguiar. Se realmente entregue, as obras começam em outubro e a mineradora deve ter 20% das obras executadas já até o fim de 2014. 

 

   Inicialmente, a Lipari esperava iniciar a produção comercial no primeiro trimestre de 2015, mas será  postergada por quase um ano. O atraso se deve ao processo de licenciamento, no qual a empresa deu entrada há três anos. Dentro dos procedimentos ambientais, a LP é estimada em 12 meses e a LI, em seis meses. Em tese, as licenças deveriamser concedidas em um ano e meio.

   Já a Licença de Operação (LO) estará associada à implantação do projeto. Dentro do  Cronograma previsto, a mineradora espera iniciar as obras em outubro. A construtora ainda não foi definida. "Caso tudo dê certo, vamos concluir a montagem e iniciar a etapa de comissionamento em setembro de 2015, o que levará três meses. Ou seja, iria até novembro. Teríamos mais dois meses de ramp-up, em dezembro do ano que vem e entrando em janeiro de 2016. Desta forma, esperamos ter praticamente a capacidade plena de produção da planta já em 2016", completa Aguiar.

A planta de porte médio vai trabalhar, em capacidade plena, com 60 mil toneladas (mt) de minério de diamante por mês. Em relação ao teor, a média é em torno de 50 quilates (ct) por 100 toneladas (t), internacionalmente conhecido como 50 cpht (sigla em inglês). Isto significa que, numa média de reserva lavrada, existem aproximadamente 50 ct a cada 100 t ne minério.          Entretanto, a produção estará muito ligada à capacidade de separação em meio denso, moderna tecnologia utilizada em minas sul-africanas que isola o material leve do pesado, podendo aumentar a velocidade de 100 t/h para 150 t/h, devido à carga circulante no sistema. "É o que chamamos de coração da planta, pois é um sistema que recupera o diamante", relata Aguiar.

Resumidamente, o funcionamento será da seguinte forma: o estéril escavado vai para a pilha de estéril, enquanto o minério escavado vai para o estoque e para o pátio de Run of Mine (ROM). Na única usina da planta de beneficiamento, com britagens primária, secundária e rebritagem (uma espécie de terciária), o diamante será separado do kimberlito (rejeito). O rejeito também será conduzido à pilha estéril. Todo o kimberlito será processado na planta e o minério, reduzido à faixa de 1 a 25 mm. Esse material será misturado à água, formando uma polpa, que passará pelo módulo de separação por meio denso. Um ciclone de separação vai separar o material leve do pesado. Por ter uma alta densidade, o diamante estará incorporado ao material pesado.

   Ele será classificado em quatro faixas de tamanho e seguirá para outro processo, de identificação do diamante, realizado em uma máquina específica. Ela faz a redução por Raio-X de baixa intensidade. O diamante, quando recebe essa emissão, tem a característica de fluorescência. O material coletado irá com um secador infravermelho e cairá numa mesa fechada, onde será feita a coleta manual. Ou seja, o beneficiamento vai até a última etapa, de coleta manual do diamante.

   Nos sete anos de vida útil da mina, do Projeto B3, a Lipari vai remover 33 milhões de estéril e processar 4,9 Mt de minério. A média, em termos de relação estéril/minério é de 6,8. Ou seja, para cada 1 t de minério, serão removidos 6,8 t de estéril. Todos os 2,5 milhões de quilates de diamante, do tipo gema, serão exportados para a Europa, via aérea. "O volume é muito pequeno. Estamos falando de aproximadamente 6 kg por mês", diz Fábio Borges, diretor financeiro da Lipari.

 

Autor(a): Ricardo Gonçalves

Fonte: In The Mine (Na Edição Nº 52 a matéria pode ser encontrada na íntegra)

 

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